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Desabafos á Fernando Pessoa

Neste blog pretendo demonstrar alguns dos livros mais entusiasmantes que leio, assim como séries e filmes.

Desabafos á Fernando Pessoa

Neste blog pretendo demonstrar alguns dos livros mais entusiasmantes que leio, assim como séries e filmes.

Underground: a jornada para a liberdade

21.02.21, S.C.Jesus

Nestes tempos negros, em que todo mostra ser incerto, é importante não nos esquecermos da importância de sermos tolerantes uns com os outros. Como em pleno século XXI é possível ainda existir racismo? Não fomos capazes de aprender com os nossos erros do passado. Persiste a ideia de superioridade em relação o outro. Devemos de agradecer por termos nascido livres e nunca termos de passar pela provação de ser escravo.

Livros como A dança da água e filmes como “Harriet” demonstram a importância da liberdade. Estas escolhas devem-se não por se tratar de uma adaptação um do outro, mas por ambos se completarem. São dois exemplos de histórias do encontro da liberdade.

               

     Em A dança da água seguimos a jornada de Hiram que procura descobrir a sua verdadeira origem. Cresceu sem conhecer a sua mãe, herdando um estranho dom que irá possibilitar a sua liberdade. Os seus caminhos cruzar-se-ão com o Underground, uma sociedade secreta dedicada a libertação de escravos, e todo fará para resgatar a sua família.

      

“Harriet” retrata a luta da famosa abolicionista Harriet Tubman, uma mulher capaz de guiar de milhares de escravos no caminho da liberdade apenas com o poder da sua fé. Conhecida como “Moisés”, esta mulher todo fez para libertar o seu povo das “garras” da escravidão.  A sua coragem é um exemplo de coragem e perseverança.

   No livro a figura de Harriet é o elo fundamental para o protagonista encontrar a força para dirigir a condução. As informações que o texto literário oferece sobre esta grande lenda mantém-se parcialmente iguais. Ela ,de facto, ao fugir abandona ao marido e a família. E ao regressar o marido substitui-a por outra, e a sua família rejeita a sua ajuda.

No entanto, o filme permite-nos observar o lado revolucionário dela. Os seus grandes planos de fuga, os confrontos com os donos de escravos e a sua capacidade de liderança.

   Preciso de destacar que este filme, devido a maravilhosa prestação de Cynthia Erivo, conseguiu a indicação para Óscar de melhor actriz. Tendo sendo a única mulher negra indicada.

Aceitemos a diversidade cultural, acabemos com o preconceito. Sejamos mais tolerantes.