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Desabafos á Fernando Pessoa

Neste blog tratarei de falar-vos de poesia, nomeadamente de boa poesia. Espero que gostem...

Desabafos á Fernando Pessoa

Neste blog tratarei de falar-vos de poesia, nomeadamente de boa poesia. Espero que gostem...

Absalão, absalão!

12.07.17, S.C.Jesus

            A crítica de hoje é especial. Porque hoje abordarei um tema que incomoda muitas pessoas. O perconceito. Sim, é o que estão pensando. O racismo perante outras raçãs. Como pode ainda haver issso em pleno século XXI? Será que ninguém aprendeu nada com a História? 

William Faulkner aborda este tema sem medo na sua obra "Absalão, absalão". Este título original advém de uma passagem da bíblia ( 2 Samuel 13-20). A narração em si é um pouco cansativa no ínicio, pois a escrita de Faulkner não é fácil, principlamente para alguém como eu que nunca tinha lido nada deste autor. Talvez não tenha sido boa ideia começar com este livro... Mas o que verdadeiramente importante é o modo como o escritor narra o percurso dos índios e dos negros.

           Desde dos tempos mediavais que estas duas ração são desprezadas e mantidas a parte nos livros de História Mundial. Ambos foram escravos do homem branco, ambos foram vítimas de perconceito e ambos nunca foram aceites pela sociedade dita civilizada. 

A personagem mais complexa deste livro é Charles Bon. Por ser ele um mestiço. Filho de um branco com uma negra. É o melhor amigo de Henry. Mas nem ele o aceito quando descobre que ele é filho de uma mãe negra. Deixa-se influenciar pelo pai, e acaba por cometer um grande crime. O crime de Henry é o momento central deste grande clássico. Assim como o triangulo romantico que se forma entre Charles, Judith e Henry. 

          "Absalão, absalão" é mais que uma saga familiar, é uma obra que nos ensina a ser verdadeiramente humano e aceitar a diferença. Não sejamos perconceitousos. Aceitamos outras raçãs, culturas, países e línguas. Afinal somos todos cidadãos do mundo!

 

Até a próxima opinião!