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Desabafos á Fernando Pessoa

Neste blog tratarei de falar-vos de poesia, nomeadamente de boa poesia. Espero que gostem...

Desabafos á Fernando Pessoa

Neste blog tratarei de falar-vos de poesia, nomeadamente de boa poesia. Espero que gostem...

Catarina de Aragão

por S.C.Jesus, em 11.09.16

1º livro da dinastia Tudor, Philippa Gregory

 

   Catarina de Aragão nasceu a 16 de dezembro de 1485, em Alcalá de Henraes Espanha. Filha de Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, desde de criança conviveu com a cultura mulçumana devido as constantes guerras de Espanha com os países muçulmanos. Mas isso não signficava que ela considerava que os mouros fossem seus amigos, via-os como inféies e criaturas demónicas.

Ela falava fluentemente espanhol latino, latim, grego e frances. A sua formação também se incidia na política e na guerra, uma vez que ela acreditava que as mulheres também podiam combater. Catarina pretendia ser mais do que a simples mãe de um filho real, ela queria estar a par das negóciações e dos tratados do seu futuro país.

    A infanta de esposa estava prometida ao príncipe Artur de Inglaterra. Este seria o futuro rei e demonstrava ser um príncipe muito inteligente. Mas infelizemente morre uns meses depois de se ter casado. Deixando Catarina na espera... Pois ela devia ter voltado para Espanha, e esperado que os seus pais arranjassem um novo casamento.  Contudo a príncesa viúva é mais ambiciosa. Ela não desistiu de ser rainha, e acredita que Henrique, o futuro rei, se casará com ela e a tornará numa rainha regente. 

Só com a morte do pai de Henrique é que Catarina consegue realizar seu sonho. Aos poucos ela habitua-se ao seu orgulhoso marido, e as suas luxousas festas. No entanto a vida é madrasta para esta rainha determinada. Perde o herdeiro e é traída pela sua dama de companhia. Será esta, Ana Bolena, que concebederá a futura rainha de Inglaterra! Dela nascerá a sua opossitora: Mary Stuart, e com ela a ambição da mãe se realizará uma vez mais...

 

       Philippa Gregory descreve-nos com uma perfeita mestria, e faz parecer de facto que nos encontramos em meados do século XV/XVI. Através das suas descrições pode de facto admirar esta rainha regente.... Ela é muito mais do que uma mulher ambiciosa, ela é uma verdadeira líder como houve poucas! Só não gostei das intrigas da corte, e acho que a autora não devia ter dado destaque tanto nisso. Preferi as descrições das guerras, e o casamento de Catarina e Artur. 

 

As aulas estão de novo a começar... Esta séra provavelmente a última crítica que faço este ano. Espero que a tenha desfrutado!

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